A resposta para a pergunta do título não é tão fácil assim de responder e, ao mesmo tempo, é meio óbvia.
Bom, vamos do começo. Respira, pega uma água e senta, porque é um texto grande.
Sou formada em Direito há dez anos e exerço a profissão há oito. Nunca nem pensei em fazer absolutamente nada diferente de ser advogada, exceto esse ano que entrei em um curso universitário de Redes de Computadores para me atualizar, pois a maioria dos contratos que faço são da área de tecnologia.
Em 2012, após anos sem ter nenhum bichinho de estimação, porque minha família e eu havíamos sofrido muito com a morte do último, vi uma feira de adoção em um Pet Shop perto de casa. Após convencer meu irmão a ir na feira só olhar (mentira), fui até lá na intenção de adotar um filhotinho de cachorro, mas me apaixonei perdidamente por um filhotinho de gatinho.
Já tive alguns gatos, mas como morava em um sítio, eles viviam soltos e pouco ficavam em casa e morriam logo por envenenamento, atropelamento ou os cães matavam, então eu nunca tive um gato de maneira consciente, até porque era muito pequena para cuidar sozinha de um animalzinho, tanto que, quando adotei o Fabian, eu nem tinha o apartamento telado. Vivi uma semana com as janelas fechadas até que a empresa de tela chegasse.
Desde o Fabian até a metade de 2019 foram quatro gatinhos adotados. Fabian (jul/2012), Eva (nov/2012), Miu mil (dez/2012) e Boris (set/2013), que já foi adotado com quatro aninhos. Meus gatos nunca tiveram problemas de saúde graves. Era sempre uma gripinha aqui, uma otite ali, tudo se curava fácil e eu levava na veterinária da minha rua. O Pet Shop dela é simples, nem sistema online tem, ela guarda tudo na cabeça, então ela sempre foi meio perdidinha.