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27 de fevereiro de 2015

The Candy Girl - Marília Prata













Candice, or “The Candy Girl”, as she was frequently called by everyone around her, was the secret love of every boy in her town. As you may have noticed due her name, she was a sweet girl, probably the sweetest person someone could ever met. And who am I to desagree, right?

First of all, let me just tell you just a few things about her: she had the sweetest caramel eyes I’ve ever seen. Her lips, juicy like honey. The skin... Ah, the as-white-as-marshmallow skin! There was also her long, dark-brown-chocolate hair. And have I even mentioned about the perfect pink cheeks? They were just like cotton candy...

And if all these virtues were not enough, Candice had such a lovely and (obviously) sweet personality... Oh, c’mon. Tell me if you wouldn’t fall in love for someone like that? Yeah, I know.

Unfortunately, not everything in life is as sweet as The Candy Girl, not even the end of her story (her sad story). Well, I hope you’re prepared for this.

One day, Candice decided it would be a great time to go out and play in the backyard of her house. In fact, this wouldn’t have been a real problem, except for this huge anthill located at the wrong place and time.

As you can imagine, the hungry ants couldn’t control themselves against so much sweetness. Quickly, those little devil creatures were all over the poor girl – I will never forget those screams -, and soon Candice, the only one for which I would die of diabetes, would be completely devoured.

Bones were all that remained from the sweet girl.



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Tradução

Candice, ou "A Menina Doce", como ela era freqüentemente chamada por todos ao seu redor, era o amor secreto de todos os meninos em sua cidade. Como você deve ter notado, devido o nome dela, ela era uma menina doce, provavelmente a pessoa mais doce que alguém já poderia ter conhecido. E quem sou eu para discordar, certo?
Primeiro de tudo, deixe-me dizer-lhe apenas algumas coisas sobre ela: tinha os olhos caramelo mais doces que eu já vi. Seus lábios, suculentos como o mel. A pele ... Ah, a pele-branca-como-marshmallow! Havia também o seu longo cabelo, marrom-escuro-chocolate. E eu sequer mencionei sobre as bochechas rosadas perfeitas? Elas eram como algodão doce ...
E se todas estas virtudes não bastassem, Candice tinha uma personalidade bela e (obviamente) tão doce ... Oh, vamos lá. Diga-me se você não iria se apaixonar por alguém assim? Sim, eu sei.
Infelizmente, nem tudo na vida é tão doce como A Menina Doce, nem mesmo o fim de sua história (a sua história triste). Bem, eu espero que você esteja preparado para isso.
Um dia, Candice decidiu que seria um grande momento para sair e brincar no quintal de sua casa. Na verdade, isso não teria sido um problema real, exceto por este enorme formigueiro localizado no local e no momento errado.
Como você pode imaginar, as formigas famintas não podia controlar-se contra tanta doçura. Rapidamente, essas pequenas criaturas do diabo estavam por toda a pobre moça - eu nunca vou esquecer aqueles gritos -, e logo Candice, a unica pela qual eu morreria de diabetes, seria completamente devorada.
Ossos eram tudo o que restava da garota doce.


Sobre o Autor:
Marília Prata Marília Prata

A Melhor pessoa que você pode vir a conhecer nessa vida.

18 de maio de 2014

"Os Reinos de Cérebro e Coração" - Marília Prata

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Era uma vez, em um lugar não muito distante, mas também não tão perto assim, no continente de Ser Humano, dois grandes reinos: Cérebro e Coração. Embora independentes entre si, estes dois reinos, que eram os mais importantes dali, estavam constantemente a derramar influências políticas um sobre o outro, visto que a escolha de novos representantes para o exercício do poder poderia gerar consequências para ambas as regiões. Aliás, os efeitos de tais escolhas poderiam inclusive fugir do controle e ir muito mais além, atingindo totalmente a área do continente de Ser Humano.
Desde que Infância havia partido do reino de Coração, época que coincidiu com o desenvolvimento de Cérebro, o poder centralizou-se nas mãos de quatro sentimentos: Amor, Ira, Solidão e Tristeza. Destes, era Amor considerado o sentimento mais belo e perfeito de todos os já conhecidos, tanto era que seu número de admiradores, fosse em Cérebro, fosse em Coração, faria qualquer um se perder facilmente em meio às contas. Isso se dava pois, independentemente das circunstâncias, Amor sempre aparecia como um sentimento puro, ingênuo, inatingível por qualquer mal.
Desta maneira, quando não se encontrava no poder, Amor estava sendo procurado para tal cargo ocupar, o que, de certo modo, incomodava Ira, Tristeza e Solidão. Certo dia, então, os três sentimentos receberam uma estranha e inesperada visita. Inveja, uma velha feiticeira, que em todo lugar estava e de tudo sabia, apareceu no grandioso castelo habitado pelos quatro sentimentos, e, somente ao ter certeza de que aqueles eram os três únicos sentimentos no local, injetou em cada um deles um pouco de seu próprio sentimento.

- Ó, Grande Inveja, explicai-vos então, se como o Amor jamais conseguireis ser, de que maneira podereis vós atingi-lo, roubando-lhe todo o poder? – indagou Tristeza, melancolicamente.
Inveja silenciou-se, como se pensasse , embora já soubesse a resposta para a pergunta há muito tempo.

- Vamos, digas de uma vez! Toda essa demora já me faz aborrecido! – Ira apressava-a, afundando em impaciência.
Quanto à Solidão, esta nada disse ou nada fez, pois sozinha estava.

- Há algo, - ela começou, com sua voz rouca e fina, enquanto apoiava sua velhice em um aparentemente frágil pedaço de madeira – Que Amor sempre carregou nas costas, embora poucas sejam as ocasiões nas quais possamos vê-lo. Sofrimento é o seu nome, e ele é um fardo do qual o Amor jamais se livrará.
Os três sentimentos entreolharam-se momentaneamente, com a urgente necessidade de compreender como tal descoberta poderia lhes servir, o que tornou-se evidente quase de maneira instantânea. Quando, então, viraram para agradecer a velha feiticeira, ela ali já não mais estava; fora embora tão misteriosamente quanto havia surgido.
Passaram-se, assim, os dias, sem que, em momento algum, Amor desconfiasse do tal acontecimento. Pouco tempo depois, Razão, rei do reino Cérebro, foi apresentado a um mensageiro vindo de Coração, o qual, antes de partir, uma carta lhe entregou. O Rei leu-a sem demora, imaginando que o documento não poderia tratar de nada mais do que de uma terrível desgraça, e ele não deixou de estar correto, pelo menos não no seu ponto de vista.

- Tragam aqui meu irmão. Depressa! – gritou o rei para os serviçais Neurônios, os quais, sem delongas, obedeceram à sua ordem. Logo, Pensamento apareceu, postando-se respeitosamente em sua frente.
- Ordenou que me chamassem, meu caro irmão?
- Ó, Pensamento, não tenhas medo, aproxime-se de mim. Pressinto que algo trágico, muito trágico ocorrerá se eu de nenhum modo agir, e preciso de teus preciosos conselhos para me guiar.
- Caro irmão, tu tens calma, que não consigo entender-te. O que há neste papel que seguras com tanta angústia?
- Amor. Amor não é o sentimento tão perfeito que imaginávamos. Dentro dele existe o Sofrimento. Como pode, meu irmão, como pode! Dois sentimentos tão opostos a ocupar o mesmo espaço, como pode! Diga-me!
- Razão, ouça-me...
- Não! Não posso perder mais deste precioso tempo que me resta. Nosso reino, nosso continente inteiro poderá ficar completamente devastado se porventura o Amor der espaço ao Sofrimento. Não me entendas mal, nunca pretendi gastar estes poucos minutos à toa, mas preciso ir agora. Em breve estarei de volta.
E foi. Quando voltou, Amor havia sido cruelmente enxotado para fora do reino de Coração, com a ordem de nele nunca mais voltar, pois um sentimento supostamente tão bom não deveria ser capaz de causar tamanha dor e, se fosse para ser assim, não deveria permitir-se sequer sua existência.
O que ninguém esperava ou sabia era que do governo de Ira, Tristeza e Solidão iria prosperar algo ainda mais devastador e monstruoso do que qualquer um poderia imaginar. A conjugação de poderes dos três sentimentos teve como fruto a terrível Morte, cujas asas negras afundaram o continente nas mais profundas trevas.
Sua força maligna era inigualável. Consequentemente, muitos sentimentos não suportaram e desapareceram no reino de Coração, enquanto Cérebro foi tomado por uma enlouquecedora melancolia. Completamente arrependido de seus atos, Razão novamente saiu para se aventurar, agora com o intuito de trazer o Amor de volta, mas o que encontrou foi apenas Decepção e Derrota.

- Pensamento. – chamou o irmão. Já não tinha muitas forças.
- Pois não, irmão?
- O que querias tu me dizer naquele dia, antes que eu te interrompesse e fosse embora? O que eu precisava saber, porém estupidamente ignorei, e por que não posso de forma alguma encontrar o Amor? Responda-me, meu irmão. Tu, que tens provado ser tão superior a mim.
- Cara Razão. Há uma coisa que poucos sabem, talvez sequer cheguem a saber um dia. Embora o Amor possa acarretar o Sofrimento, ele é o único sentimento capaz de fazer com que nos sintamos verdadeiramente vivos, por menor que seja a duração desta sensação tão bela. Sem ele, estaríamos destinados a viver em um estado de Morte Eterna, e a conclusão a que se chega é a de que, às vezes, o sofrimento passageiro é indiscutivelmente melhor do que o nada constante. Quanto a achar o Amor, não te preocupes com isso. Ele é extremamente fiel ao seu reino, um dia retornará. De nada adiantará procurá-lo. É ele quem o encontrará.

Com estas palavras ditas, Pensamento saiu, deixando o irmão sozinho para que pudesse refletir.


Sobre o Autor:
Marília Prata Marília Prata

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27 de abril de 2014

Poema: "Nice Boy" - Marília Prata


There was a boy
Whose name was Nice
Not that he really was
But mainly because his heart was cold as Ice.
He didn’t know how or why
He didn’t know who or when
He did know something, though
He wanted all that to end.
So he made a tough decision
He went away from home
Walked around the world
And found a girl to call his own.
She was so sweet and perfect
And smelled like a rose
He liked to be next to her
And enjoyed to listen to her voice.
But, one day, the girl was gone
From the sky, the falling rain
The boy became really, really sad
In his chest, only pain.
Even though he tried
That felling wasn’t easy to forget
The girl he dreamed about had come and go so quickly
But had made a big mess.
So the Nice boy thought it would be better
To just go back home
Lock himself in his bedroom
Spend some time alone.
He cried a lot inside there
Bad thoughts in his head
This thing called Love
He would never want that back.


Sobre o Autor:
Marília Prata Marília Prata

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20 de abril de 2014

Poema: "Ocean Blue" - Marília Prata


In this strange world
Lived a creative boy
He had a lot of hair
And a boat like toy.
Every day, after school,
He used to go to the beach
Put the boat inside the ocean
And, sometimes, even found a fish.
Then, one day,
Things happened kind of different
The little boy ran to the ocean
But came out of there pretty quickly.
Reaching home,
He said to his father
“There were two female eyes
Staring at me under the water”.
The man, careless,
Never answered the kid
“Go now to your room”, he ordered
“And you better be quick”.
Frustrated, the boy obeyed
And fell over his bed
Thought about what had happened
And, immediately, his cheeks went red.
“Oh, no”, he didn’t want to admit it
But that feeling was true
He was in deep love
For that eyes, on the ocean blue.
He waited, so
He waited until the night
His parents would be sleeping
And he’d be able to escape, living no sight.
Finally at the beach
The boy jumped into the water
A huge hand emerged from there
He just couldn’t look smaller.
That time, however,
He was decided to stay
He wanted to see that eyes again
No matter how long he would have to wait.
It took only a few minutes
For a beautiful girl appear
Waves forming her hair
And her blue eyes, they couldn’t be clearer.
The boy smiled
His heart beating fast
He wanted to talk to the girl
But didn’t know what to ask.
Timidly, then
He contemplated her eyes
Words wouldn’t be necessary
He had just realized.
Surrounded by the lady’s immense hand
He didn’t even remember his favorite toy
He was in love for the Ocean
And the Ocean, for the boy.
In the next morning,
A woman screamed loud
Her son had disappeared
Only a rejected boat, on the bedroom’s ground.


Sobre o Autor:
Marília Prata Marília Prata

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