13 de fevereiro de 2020

Presos que Menstruam - Nana Queiroz


Título Original
: “Presos que Menstruam - A brutal vida das mulheres tratadas como homens nas prisões brasileiras” | Autor(a): Nana Queiroz | Gênero: Não-Ficção, Sociologia | Ano: 2015| Páginas: 294| Editora: Record | Skoob | Data da Leitura: 04/02/2020

SinopseCarandiru feminino. A brutal vida das mulheres tratadas como homens nas prisões brasileiras. Grande reportagem sobre o cotidiano das prisões femininas no Brasil, um tabu neste país, Nana Queiroz alcança o que é esperado do futuro do jornalismo: ao ouvir e dar voz às presas (e às famílias delas), desde os episódios que as levaram à cadeia até o cotidiano no cárcere, a autora costura e ilumina o mais completo e ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira. Um livro obrigatório à compreensão de que não se pode falar da miséria do sistema carcerário brasileiro sem incorporar e discutir sua porção invisível. Presos que menstruam, trabalho que inaugura mais um campo de investigação não idealizado sobre a feminilidade, é reportagem que cumpre o que promete desde a pancada do título: os nós da sociedade brasileira não deixarão de existir por simples ocultação – senão apenas com enfrentamento.

Conheci o título por uma indicação da Karen Alvarez no Twitter e fiquei curiosa no momento em que vi a capa. Li pelo Kindle Unlimited e foi uma experiência para lá de interessante e chocante.

A autora nos conta diversas histórias de vida de presas nas instituições carcerárias espalhadas pelo brasil, inclusive, cadeias feitas exclusivamente para homens que, por conveniência do estado, foram “adaptadas” para mulheres.

Tudo no livro é muito intenso e ver como as presas são tratadas chega a ser revoltante. Elas foram presas por cometerem crimes? Sim. Precisam de punição pelo crime que cometeram? Sim. Precisam ter tratamento degradante e viver em condições deploráveis? OBVIAMENTE QUE NÃO!
“Criar as mulheres para a competição seria uma estratégia da sociedade machista para dividi-las e mantê-las submissas”
Ninguém deixa de ser um ser humano ou de ter necessidades de ser humano ou perde o direito a dignidade do ser humano só por ter cometido um crime, seja ele qual for. Infelizmente, o tratamento dispensado às presas é péssimo e muitas vivem em condições horríveis em cadeias superlotadas e sem a capacidade de receber ninguém, muitas vezes com uma infiltrações e mofo, além de uma comida que, segundo a autora, é intragável e repugnante por diversos aspectos.

1 de fevereiro de 2020

Éramos Seis - Maria José Dupré


Título Original: “–” | Autor(a): Maria José Dupré | Gênero: Literatura Brasileira , Drama, Ficção | Ano: 1973 | Páginas: 252 | Editora: Ática | Skoob | Data da Leitura: 25/01/2020

Sinopse: A história de Dona Lola e sua família, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade do marido, Júlio, e dos quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Maria Isabel. A vida de Dona Lola é narrada desde a infância das crianças, quando Júlio trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice. Conforme os anos passam, vão se modificando as coisas na vida de Dona Lola: a morte de Júlio; o sumiço de Alfredo pelo mundo; a união de Isabel com Felício, um homem separado; a ascensão de Julinho, que se casa com uma moça de família rica. O título do livro vem da situação de Dona Lola ao fim da vida, sozinha num asilo: eram seis, agora só resta ela. Também são expostos no livro outras personagens, como os familiares de Lola: na cidade de Itapetininga, interior paulista, moram a mãe, Dona Maria; a tia Candoca; as irmãs Clotilde, solteira, e Olga, casada com Zeca, seu cunhado; na cidade, vive a rica tia Emília, irmã de seu pai; e a filha dela, Justina.

Decidi ler “Éramos Seis” por conta da novela que estreou a pouco tempo na Globo. Me lembro vagamente do que assisti na versão que passou no SBT em 1994. Eu era muito pequena e não acompanhava assiduamente a novela, mas meus pais viam sempre, então me lembro de alguns detalhes da trama, mas mesmo assim queria saber se a autora estava se baseando mesmo na essência do livro.
 
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