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1 de outubro de 2015

Ora-Bolas Colorindo o Mundo Animal













Autor(a): Vanessa Franco Peretti | Gênero: Artes | Ano: 2015 | Páginas: 30 | Editora: Butterfly | Skoob

Sinopse: Você vai se divertir com o fascinante mundo das formas dos animais, com muitas curvas e movimento. Criação da artista gráfica Vanessa Franco Peretti a partir de um padrão de cores e círculos batizado por ela de Bollidraws®. Libere sua imaginação e dê vida ao seu zoo.























Com trinta lindas ilustrações criadas pela artista gráfica Vanessa Franco Peretti, "Ora-Bolas" vem nos apresentar um estilo de trabalho gráfico criado pela própria Vanessa que se chama Bollidraws®, que nada mais é do que um padrão de cores e círculos com ampla aplicação em diversos suportes.
































Eu já sou a louca dos livros de colorir e, quando recebi "Ora-Bolas", fiquei encantada. Primeiro porque ele não é um "LIVRO", são trinta encartes diferentes, entre águias, araras, peixes, corujas e elefantes, todos desenhados com círculos. Dificilmente você encontrará uma linha reta nesses encartes.





















Outra coisa que me chamou a atenção e fez desse livro um diferencial da arte de colorir, foram as cores que a autora sugere que usemos para colorir os desenhos, como rosa, amarelo e azul. Claro que você não precisa ficar preso a isso, mas fica bem divertido tentar respeitar as cores.




































"Ora-Bolas" é um livro com desenhos de animais. Aqui você não encontra jardins, cidades ou mandalas. São só bichinhos que te convidam para uma hora de muita diversão e cores no meio de tantos círculos.





















Estou Apaixonada pelo trabalho realizado pela Vanessa e a Editora Butterfly. Os encartes são de papel branco, bem mais grosso que uma folha de sulfite, o que facilita muito a pintura. Se você também é uma doida dos livros de colorir como eu, vai amar "Ora-Bolas", já se não gosta muito, saiba que é um presente adorável para aquele sobrinho que ama colorir e ama animais.





Butterfly Editora - Site | Facebook | Twitter
*Livro cedido em parceria com a Editora

22 de setembro de 2015

Soldier: Leal até o fim - Sam Angus











Autor(a): Sam Angus | Gênero: Drama | Ano: 2015 | Páginas:  | Editora: Novo Conceito


Sinopse: Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos.
Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra.
SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.

Todos os filmes e livros que envolvem bichinhos, me fazem chorar, mesmo sendo um livro ou filme feliz. Ainda fico me perguntando porque pedi esse livro na parceria. Eu não aguento coisas que envolvem cãozinho ou gatinho, peixinho, pombinho... Choro até no filme das formiguinhas, mas assim que o livro chegou, minha mãe agarrou e não soltou mais, então, essa resenha é feita com a ajuda da mamys.

O livro conta a história de Stanley e sua família. Quando seu irmão, Tom, é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, só resta a Stanley os lindos filhotes de Rocket. Indignado com a as atitudes do pai que adquiriu uma postura violenta após a morte da esposa, Stanley foge de casa e se alista no exército Britânico. A partir daí, a história começa a se desenrolar e nos encher de emoção.


















"O Medo de Stanley em relação ao que estava por vir cresceu."
Realmente, eu não estava preparada para o quanto o livro mexeria com os meus sentimentos e li toda a história com lágrimas nos olhos, não só por momentos de tristeza, mas por emoção e felicidade. Acabei bem envolvida com toda a história, pensar que os cães tiveram um papel SUPER importante durante a Primeira Guerra Mundial e imaginar que muitos deles morreram para cumprir suas missões só apertavam meu coração.

O fato dos personagens não serem reais, mas serem baseados em pessoas reais, com histórias reais e sofrimentos reais só fez a história ficar mais incrível do que já era. O autor conseguiu desenvolver uma história linda com um enredo de Primeira Guerra sem o transformar a história em algo maçante ou extremamente pedagógico.


"Soldier: Leal até o fim" é um livro que me segurou do começo ao fim, é um dos livros que li atualmente que mais me agradou e surpreendeu, não existe 'mais do mesmo' nesse livro e, além de tudo isso, ainda tem uma leitura emocionante e é cheio de reflexões. Sam conseguiu ser perfeito e criar personagens incríveis com uma história tocante e cheia de ensinamentos.



*Livro cedido em parceria com a Editora


31 de agosto de 2015

Neve na Primavera - Sarah Jio













Autor(a): Sarah Jio | Gênero: Drama | Ano: 2015 | Páginas: 336 | Editora: Novo Conceito


Sinopse: Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho.
Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade.
Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.
Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos,
Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.


Vera Ray vive em Seattle no ano de 1933 e trabalha como camareira no Olympic Hotel para sustentar seu filho de três anos, Daniel em uma época em que a recessão econômica é marada pela miséria e desemprego. Já na Seattle de 2010, Claire Aldridge é jornalista e está se recuperando de um acidente que, há um ano, abalou sua vida e seu casamento, sua vida está sem estímulos, até que a história de Vera e Daniel Ray invade sua vida.

No começo, Claire acha que a matéria é bobagem, mas conforme vai descobrindo a história de Vera e Daniel, vamos embarcando junto a ela numa busca angustiante para saber o que aconteceu com o pequeno garoto de três anos que sumiu na primavera de 1933.


"Eu sorri e caminhei até a porta sem parar para ver o arrependimento nos olhos dele."
Peguei "Neve na Primavera" já sabendo que iria amar a história. Adoro livros que mesclam histórias do passado com o presente e Sarah soube conduzir a história com maestria, sem nos deixar perdidos, mas nos deixando completamente ansiosos e curiosos, torcendo por Vera e Daniel a cada pagina, ao mesmo tempo que vamos nos apegando a Claire e seus problemas pessoais.

Em algumas partes, Claire se tornava um pouco repetitiva com seus problemas, com seus dramas, sem passar por cima e continuar a vida. Infelizmente ela continuava a se martirizar como única culpada e isso me irritou um pouco, mas não durou o livro todo, eram só alguns momentos depressivos da personagem que não eram muito longos.
"Fiquei imaginando que cor a moldura da porta deveria ter nos anos 1930."
Não tenho filhos, mas um dos meus grandes sonhos é ser mãe e não consigo imaginar nem perder meu gatinho, imagina perder um filho. Fiquei muito, muito ligada a Vera durante toda a história. Entendi cada sacrifício que ela fez para encontrar o filho, cada coisa que ela se rebaixou a fazer, tudo para achar seu pequeno Daniel e ela foi uma mulher MUITO forte.

Quando, enfim, o desaparecimento de Daniel Ray é desvendado, meu queixo caiu. Literalmente caiu. Li o parágrafo sobre toda a história e meu queixo lá, caído, chocada com as revelações. Pensei em algo parecido com o que aconteceu, mas não imaginava que estava tão na cara e eu não tinha visto, ao mesmo tempo fiquei completamente surpresa.

Enfim, "Neve na Primavera" se tornou um dos meus livros favoritos. Sarah tem uma escrita maravilhosa e, apesar de algumas partes lentas durante o livro, ela consegue nos prender até o final com uma verdadeira história de amor em todos os sentidos. Posso usar vinte elogios, mas nunca conseguirei dizer o quanto essa história é maravilhosa.



*Livro cedido em parceria com a editora



23 de abril de 2015

O Conto da Deusa - Natsuo Kirino

Autor(a): Natsuo Kirino | Gênero: -- | Ano: 2014 | Páginas: 288 | Editora: Rocco

Sinopse: "Nesta releitura de um conto milenar, a aclamada escritora de romances policiais Natsuo Kirino, ganhadora dos mais importantes prêmios do gênero, deixa de lado suas tramas urbanas para recriar um antigo capítulo da mitologia japonesa: a lenda das irmãs Izanagi e Izanami. Ambientada em uma ilha mística em forma de gota de lágrima, O conto da deusa é uma trágica história de amor e vingança, que reconta o mito da criação do Japão, com a marca inconfundível da autora."

"O Conto da Deusa" conta a história das irmãs Kamikuu e Namima, do Yin e do Yang, do preto e do branco, das luzes e das trevas, do amor e do ódio. Aos cinco anos de idade, Namima é separada da irmã, que se tornará a próxima Oráculo da ilha em forma de gota de lágrima e então, Namima descobre que é impura. Atrás da busca do significado de ser impura, Namima nos deixa conhecer sua trágica história de vida. 
"Mas, eu sentia que uma calamidade ainda maior encontrava-se a postos à minha espera."
É muito, muito difícil falar sobre esse livro. Primeiro porque qualquer coisinha pode escapar e contar um dos segredos do livro, depois porque eu não me recuperei totalmente da leitura, ainda. "O Conto da Deusa" é um livro imensamente triste, trágico, cheio de lições de vida sobre perdão e eu não quero falar muito da história do livro exatamente porque todos os pequeninos detalhes são  imensamente importantes nesse livro.
"Ouvi passos. Os espíritos e fantasmas devem ter escapado de dentro da vacerna para cercar a choupana, eu pensei."
Por muitas vezes, me perguntava porque a autora estava dando spoiler no comecinho do livro. "Por que ela está me contando isso, me contando aquilo?". No começo eu não entendi, mas percebi que essas pequenas dicas da autora só me faziam continuar devorando o livro, querendo saber porque tudo aquilo tinha acontecido com Namima, porque ela era impura e a cada página, cada segredo revelado, eu ficava mais e mais chocada e curiosa.
"Enquanto falava, eu sentia meu peito se contraindo. Eu não conseguia respirar. Tentei gritar mas não consegui emitir nenhum som."
Natsuo deve ser a rainha da narração. Ela nunca se perde, nunca dá uma informação incompleta ou ininteligível. Tudo o que ela narra é coerente, completo, cheio de pequenos detalhes que fazem toda a diferença para a história e durante o livro, vemos que o amor pode causar muito sofrimento.
"Eu cheguei ao que parecia ser uma abertura. Mas uma imensa pedra havia sido colocado nela, como se para bloquear o caminho."
"O Conto da Deusa" me ensinou que, às vezes, o amor pode trazer muito ódio, amargura, tristeza e egoísmo e nós precisamos aprender a perdoar. O perdão fará com que, ao partirmos, nenhuma questão ficará mal resolvida e você terá cumprido sua missão. Confesso que não sou boa em perdoar e até hoje existem pessoas que eu odeio, talvez seja hora de perdoá-las e me livrar desse sentimento que só envenena.
"Eu tinha a sensação de que uma eternidade se passara desde que eu vira a ilha pela última vez."
Por isso e tudo o mais, é difícil falar de "O Conto da Deusa" e isso só me faz acreditar ainda mais que os melhores livros são aqueles que não conseguimos resenhar perfeitamente, são aqueles que nos causam tantos sentimentos diferentes que ficamos paralisados se tentarmos descrever o que acabamos de vivenciar imersos naquelas pagina. Exatamente por isso, que "O Conto da Deusa" se tornou um dos meus favoritos.
"Seres humanos e deus são diferentes. Eu agora compreendia o quanto a raiva de um Deus podia ser assustadora."
Com personagens principais e secundários muito bem construídos e cenários bem detalhados que nos levam por trágicas histórias de amor, ensinamentos de vida e mitos da criação do Japão, Natsuo criou um livro perfeito que me fez chorar em muitas partes. Se você não conhece "O Conto da Deusa", não perca tempo, leia e aprenda um pouco mais sobre a vida, o amor e o perdão.


1 de março de 2015

Mentirosos - E. Lockhart


Autor(a): E. Lockhart | Gênero: -- | Ano: 2014 | Páginas: 272 | Editora: Seguinte

Sinopse: "Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence - neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.
Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu."


Existem livros que você lê e existem livros que você lê e que te destroem completamente. 

"Mentirosos" é um desses livros que me destruiu de uma forma avassaladora. Li o primeiro capitulo no site da Editora e fiquei louca pelo livro. Consegui o livro algumas semanas depois, mas vi pessoas comentando que era triste, então deixei ele para ler depois achando que ficaria mais preparada para o que iria acontecer, mas acho que poderia esperar quarenta anos e o livro me destruiria exatamente da mesma forma. 

Como Cadence costuma dizer, eu sangrei e escorri pelo chão.

Por que vocês são tão ruins, autores? Por que tantos livros que acabam comigo?
"Para os mais velhos da família - minha mãe, as tias, o vovô -, o acúmulo de belos objetos é uma meta de vida. Quem morrer com mais coisas ganha."
É uma resenha bem difícil de fazer, afinal, qualquer deslize e eu posso entregar um dos segredos que fazem desse livro uma leitura intrigante e avassaladora, mas eu poderia falar desse livro por horas, só que não quero me estender muito.

Bom, "Mentirosos" conta a história da família Sinclair, principalmente dos inseparáveis primos Cadence, Johnny, Mirrem e o amigo Gat, os nossos queridos Mentirosos. No verão dos quinze anos de Cadence, seus pais acabaram de se divorciar e ela não está feliz, mas sabe que com os primos, os mentirosos, ela vai ficar bem. Porém, durante o verão, Cadence sofre um acidente e fica doente, muito doente, mas ela não se lembra exatamente do que aconteceu antes ou depois do acidente que mudou sua vida.
"Em uma noite em que meu avô e os outros tinham saído de barco pela baía, em que os empregados estavam de folga, e nós, os Mentirosos, estávamos sozinhos na ilha, fizemos aquilo que temíamos."
A leitura fluída criada pela maravilhosa escrita de E. Lockhart te leva a devorar páginas atrás do segredo do acidente de Cadence e porque sua família não toca muito no assunto. Cadence não é mais a mesma menina e você passa páginas e mais páginas atrás de informações enquanto acompanha as dores e agonias de Cadence até que, no verão de seus dezoito anos, ela consegue voltar para a ilha de Beechwood, onde sempre passou seus verões, para descobrir o que aconteceu no dia que mudou sua vida e porque ela não se lembra de nada.

No final, de perfeitos os Sinclair não tem nada. Eles são uma família despedaçada e triste, que tentam encontrar um no outro a força para continuar vivendo e Cadence agora é um deles, mais Sinclair do que nunca.
"Eu, Gat, Johnny e Mirrem. 

Mirren, Gat, Johnny e eu.
Estivemos aqui, este verão.
E não estivemos aqui.
Sim e não."
A escrita de E. Lockhart é cheia de metáforas, é inteligente e muito leve. Prepare-se para devorar um livro que, aparentemente, parece "mais do mesmo", mas que vai estraçalhar seus sentimentos a cada página.  Com um final surpreendente, "Mentirosos" é o livro mais intenso que li neste ano e me arrependo até agora de não ter lido antes.


13 de janeiro de 2015

Jardim Secreto - Johanna Basford













Autor(a): Johanna Basford | Gênero: -- | Ano: 2014 | Páginas: 96  | Editora: Sextante

Sinopse: Faça um passeio por estes lindos jardins e se aventure em uma caça ao tesouro tão fascinante que todos os seus problemas ficarão para trás. As ilustrações ricas em detalhes estão só esperando por você para ganhar vida. Divirta-se procurando as diversas criaturas escondidas nestas páginas. Complete os espaços em branco, escolha suas cores preferidas, faça seus próprios esboços e crie um universo deslumbrante onde não há lugar para o estresse. Jardim secreto é um livro para todas as idades, que nos permite esquecer as adversidades do dia a dia através dos desenhos e que busca trazer à tona o artista que existe em cada um de nós.

Quando vi o nome do livro pipocando por ai, achei que se tratava daquele clássico da literatura inglesa sobre duas crianças solitárias que decidem restaurar um jardim proibido, mas aos poucos, começaram a sair mais imagens e notícias sobre o livro e eu vi que não era nada sobre o livro clássico e sim, um maravilhoso livro de colorir para adultos.


Fui atrás de mais imagens e informações sobre o livro e me apaixonei pelos diversos desenhos com mil detalhes e o que me chamou mais a atenção é que Johanna desenhou tudo a mão, cada detalhe, cada pétala e galho de planta, ela fez tudo a mão e eu aqui sem desenhar o Ó com o fundo do copo.

O livro fez tanto sucesso que estava esgotado em duas livrarias que procurei. Consegui encontrar na FNAC com um preço um pouco superior aos outros, R$29,90, mas paguei com muito gosto e tenho que dizer que cada centavo gasto nesse livro valeu muito a pena.


O melhor de "Jardim Secreto" é a possibilidade de pintar a capa do livro, já que o lápis de cor fica bem visível no material usado na capa. Se vê que a editora e a autora se preocuparam muito com o material em que o livro seria impresso, tanto as capas quanto seu interior. As folhas internas são de bem grossas e as cores dos lápis ficam muito vivas e se você mantem os lápis com uma ponta bem fininha, é possível fazer detalhes incríveis.

É claro que existem pessoas que não sabem brincar não tem limite de criatividade e destreza e conseguem fazer pinturas PERFEITAS como as que seguem:

Rosana Penze
Rosana Penze
Ana Paula Pinto


Durante a pintura, você encontra diversos animais escondidos pelos desenhos extremamente detalhados do livro e ainda desvenda detalhes que a primeira vista não se percebe. A cada página colorida, "Jardim Secreto" se mostra ainda mais complexo, perfeito e incrível.

Eu sempre gostei mais de colorir do que desenhar e "Jardim Secreto" veio libertar o meu lado criança sem que eu tenha que me sentir envergonhada por isso. Johanna é uma mestre do desenho a mão e uma genia ao lançar um livro de colorir para adultos que te leva a um novo patamar do relaxamento e distração sem culpa.

http://www.folha.uol.com.br/


Aconselho a todos que comprem e deixem a criatividade fluir. Colorir nunca foi tão interessante.

5 de novembro de 2014

Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

Autor(a): Gayle Forman | Gênero: Romance | Ano: 2014 | Páginas: 240| Editora: Novo Conceito


Sinopse: "Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só não quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos - nam em milhas, não em continentes, não em anos -, e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado."

Ainda não estou psicologicamante bem para falar sobre esse livro. Existem alguns livros que eu demoro para digerir ou me recuperar e "Para Onde Ela Foi" mexeu comigo tanto ou mais do que "Se eu ficar" (Que eu resenhei AQUI).

Quando soube que havia uma continuação de "Se eu ficar" sai correndo atrás, mas até então, não tinha publicação em português e eu estava, lentamente, lendo em inglês pra saber o que Adam tinha a contar sobre Mia e o relacionamento deles. Mas, semana passada dei um pulo no shopping e vi "Para Onde Ela Foi". Fiquei louca e comprei o livro por R$19,90 (Dilmas). Gosto mais de E-book porque posso ler em qualquer lugar, mas não resisti em ter "Para Onde Ela Foi" nas mãos.
Existe essa palavra? Eu me pergunto.

Você está falando consigo mesmo, então quem liga?
O livro narra a história de Adam e Mia três anos após Mia ter decidido ficar, mas desta vez, as memórias, os acontecimentos e os sofrimentos são narrados por Adam, um roqueiro de sucesso mundial com uma dor que não o abandona. A dor de ter perdido Mia acompanha Adam como uma ferida aberta e ele parece sofrer muito mais do que eu pensava ser possível.

Devorei "Para Onde Ela Foi" em 3 horas e levei dois dias para me recuperar dele. Fiquei tão angustiada com a história que Adam tinha para contar que era impossível largar sem saber porque Mia havia deixado Adam daquele jeito, por que eles não tinham aquele final feliz que fica implícito no final primeiro livro, por que, por que?
Meu corpo todo está tremendo. Estou surtando. Um dia pode ter apenas vinte e quatro horas, mas às vezes passar por um parece tão impossível quanto escalar o Everest.
"Para Onde Ela Foi" narra, na visão de Adam, uma noite entre ele e Mia. Um reencontro de uma noite que pode mudar a vida dos dois, de novo e entre a narrativa do presente e algumas memórias que Adam tinha com Mia, com os amigos e os membros da banda antes deles serem o sucesso que são atualmente, Adam vai tentando entender o que aconteceu entre eles para acabarem desse jeito, ele não consegue entender ou aceitar os motivos pelos quais Mia o deixou, por que ela deixaria alguém que amava tanto, alguém que a apoiou e foi seu porto seguro depois de tudo?

E é por culpa dessa dor, desse rancor que Adam sente por Mia que passamos pelas memórias dele, descobrimos coisas lindas que passaram juntos e temos tantas doses de amor e dor que é impossível não se emocionar em várias partes do livro (e chorar, porque sou mole demais).
E de repente eu entendo. Entendo por que ela me chamou no teatro, por que veio atrás de mim depois que eu saí do camarim. Esta é a verdadeira turnê de despedida: Mia quer completar o desligamente que começou há três anos.
"Para Onde Ela Foi" é um ótimo livro, Gayle Forman já tinha escrito algo maravilhoso com "Se Eu Ficar", mas conseguiu se superar com "Para Onde Ela Foi" e, ao contrário da maioria das resenhas que vi, eu não tive nenhuma raiva de Mia, pelo contrário, entendo porque ela deixou Adam daquele jeito, eu teria feito o mesmo se fosse ela, minha família é tudo para mim e, afinal, os motivos que a levaram a deixar Adam fazem tanto sentido que é impossível discordar da atitude que ela tomou.

"Para Onde Ela Foi" é triste, emocionante e lindo. Gayle Forman consegue descrever a dor da perda de tantas maneiras diferentes e tão parecidas ao mesmo tempo, que é impossível não ficar dividido entre amar mais Adam, Mia ou amar mais os dois. Ainda não acredito que acabou, mas estou torcendo para que façam o filme de "Para Onde Ela Foi" também!
E vejo o que ela quer, e é a mesma coisa que eu quero há anos agora, mas não consigo acreditar que, depois de todo esse tempo, e agora que estamos sem tempo, ela está pedindo.
Leia um trecho do livro disponibilizado pela Editora Novo Conceito clicando AQUI.



17 de outubro de 2014

O Juiz - The Judge (2014)


O Juiz - The Judge (2014) | Gênero: Drama

Sinopse:
"A trama gira em torno de um advogado de muito sucesso (Downey Jr.) que volta à cidade em que cresceu para o velório de sua mãe. No local, acaba descobrindo que seu pai é apontado pela polícia como um dos suspeitos de um assassinato. Ele, então, decide defender o pai no tribunal."

Ontem foi um dia muito diferente pra mim. Nunca assisti nenhum filme na estréia, mas fiz questão de desdobrar o meu dia (e minha vida) pra conseguir ver "O Juiz" (The Judge) no dia de estréia e na primeira sessão aqui em São Paulo. Nada melhor voltar a postar no blog com o novo filme do meu ator preferido, o lindo Robert Downey pegaeu jr.

Fui assistir o filme achando que Joseph (pai de Robert no filme) era apontado como suspeito pelo assassinato da sua esposa e que sofria do Mal de Alzheimer, assim como a maioria das sinopses falam, mas não é o que acontece no filme. A mãe de Hank (Robert) morreu por causa de um coágulo que se formou em sua perna esquerda e subiu para o coração, causando a sua morte e seu pai não tem Alzheimer (mas, também não vou contar o que ele tem).


Hank/Henry é um advogado pretensioso, que se acha o melhor, possui um bom carro, uma esposa jovem e bela, uma casa espetacular, ou seja, o homem perfeito, mas o seu mundo está para desmoronar a um passo. Hank fica sabendo da morte da sua mãe quando está no tribunal defendendo um homem por desvio de dinheiro, assim, ele volta para a pequena cidade onde cresceu em Indiana para o velório de sua mãe, onde os problemas de sua família começam a ser revelados. Logo no inicio do filme é que vemos que a vida perfeita de Hank é só fachada. Ele está prestes a se divorciar, tem problemas com o pai e estragou a carreira de sucesso de seu irmão mais velho.

É difícil fazer uma resenha de um filme que a maioria das pessoas ainda não viu. Muita gente não gosta de Spoiler e falar de um filme de Robert Downey Jr sem contar o que acontece é quase impossível, pelo menos para mim. 


O filme é cheio de paisagens lindas, a trilha sonora é perfeita e se encaixa impecavelmente nas cenas, nos emocionando com pouco. O que posso dizer é que o filme fala sobre amor, ódio, medo, redenção e aprender a perdoar e aceitar de uma maneira que nem todos nós entendemos e mesmo cheio de clichês de cinema e cenas já vistas e revistas em outros diversos filmes de tribunal, "O Juiz" tem sua parcela de originalidade. A atuação de Robert Duvall como um homem doente é tão verossímil que só quem conviveu com uma pessoa no mesmo estado que ele consegue entender.

Espero ver "O Juiz" mais algumas vezes e captar detalhes que não consegui da primeira vez. É um filme simples que não te faz pensar ou deduzir o que vai acontecer, você só torce para que Hank e Joseph, enfim, se deem bem e que tudo termine de forma que nenhum dos dois saia magoado. O fim é, ao mesmo tempo, comum e surpreendente. Você não espera que aquilo realmente aconteça e quando você acha que pode parar de chorar, as lágrimas correm com mais força por sua face (porque eu sou mole e choro com filme de comédia).


Como o próprio Robert diz, esse é o papel mais completo de sua carreira e, mesmo que as críticas digam que é mais um papel de Tony Stark disfarçado, não vi nada de Stark em Hank Palmer. O problema é que as pessoas só enxergam Robert como Tony Stark (seu papel de maior sucesso), elas não conseguem esquecer Stark e focar numa atuação completamente nova ou um personagem limpo de Robert, sem os esteriótipos de Stark. Assim como as pessoas veem Marlon Brando como Don Vito Corleone ou George Clooney como o eterno médico de ER, Robert ficou marcado como Tony Stark, porém ele só conseguiu esse papel porque tem características que o enquadravam como Stark, mas são características próprias do ator, quem acompanha as Premieres sabe do que eu estou falando.

Recomendo "O Juiz" não só por ser um filme com Robert Downey Jr., mas por ser um filme excelente que resgata os "filmes de tribunal" (que eu adoro), e tem uma fotografia primorosa, com uma trilha sonora linda. "Team Downey"* conseguiu o que queria quando gravou "O Juiz", sua primeira produção.





*Team Downey é uma empresa de entretenimento fundada por Robert Downey Jr. e Susan Downey, que produz propriedades de cinema e televisão.

28 de maio de 2014

"If I Stay" - Se eu ficar (2014) - Gayle Forman


Sinopse:
"Aos 17 anos, a musicista Mia é uma adolescente como tantas outras. Tem pais amorosos, uma melhor amiga e um namorado apaixonado. Sua vida, no entanto, não é livre de escolhas dolorosas, como decidir se permanece fiel ao seu primeiro amor – a música –, mesmo que isto signifique perder seu namorado e deixar todos os que ama para trás. O poder da família, da música e do amor, este é o mote de "Se Eu Fica", primeiro romance da escritora premiada e jornalista norte-americana Gayle Forman a chegar ao país.
Em uma manhã de fevereiro, Mia sai para um passeio com a família e, em um instante, tudo muda. A última coisa que lembra é estar no carro com seus pais e seu irmão mais novo, Teddy, em uma estrada repleta de neve. De repente, está em pé fora do seu corpo, ao lado dos cadáveres de seu pai e sua mãe, observando ela e o irmão serem atendidos pelos paramédicos."

Assim como sou apaixonada por Robert Downey Jr. e assisto/leio tudo o que se refere a ele, existem mais alguns atores que eu faço o mesmo e Chloë Grace Moretz é uma das atrizes dessa lista. Chloë é mais conhecida por interpretar "Carrie, A Estranha" num remake de 2013 que eu não assisti, já que vi o antigo remake quando era mais nova e acho que é uma dose suficiente de Carrie por uma vida inteira. Já assisti alguns de seus filmes como "Kick-Ass", "Sombras Da Noite" e "Para Maiores".

Cenas do Making Off
"If I Stay" é baseado no romance de mesmo nome, da autora Gayle Forman, tem estréia prevista para 12 de Agosto nos EUA e 04 de Setembro de 2014 no Brasil e foi todo gravado nas cidades canadenses de Vancouver e Coquitlam. A Adaptação do livro para o cinema está em desenvolvimento desde 2009, passou pelas mãos de diversos diretores e tinha Dakota Fanning cotada para interpretar Mia, mas Dakota acabou recusando o papel por querer terminar o segundo grau e não querer nenhum trabalho por agora.

Procurei o livro por causa do filme. Acompanhei o Making Off, vi todas as fotos possíveis do filme e o trailer, mas foi pela curiosidade (olha ela aqui outra vez) de saber se Mia sobrevive ou não que procurei o livro e não me arrependi. Alguns dizem que o livro será relançado em Agosto pela Editora Novo Conceito, mas já existe uma edição de 2009 da Editora Rocco, então se você está curioso e não pode esperar até Setembro, leia a edição da Editora Rocco.

Algumas Capas do Livro
Procurei por todos os tipos de Spoilers possíveis e imagináveis que existiam na internet antes de iniciar a leitura do livro e... Não foi o suficiente. Eu estava preparada para ler sobre Mia, sobre seus pais, sobre Kim e sobre os avós, mas não sobre Teddy, seu pequeno irmãozinho. Resultado: O livro me surpreendeu e eu chorei por umas boas quatro horas depois de terminar de ler.

Apesar de ter uma narrativa leve e simples, de não te levar muito fundo em cada personagem e ser levemente superficial em alguns pontos, "Se eu ficar" é um livro lindo, que te leva pela simples, mas feliz vida de Mia e de seus familiares. É uma história linda e se você é sentimental, prepare-se para chorar, sério.

O livro já tem continuação e se chama "Where She Went" e, através do ponto de vista de Adam, conta sua vida três anos após o acidente de Mia. Infelizmente, ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Agora é só esperar por Setembro e ver se o filme será tão bonito quanto o livro, não que eu vá assistir ao filme assim que estrear, porque se eu já chorei com o livro, o filme vai me matar, eu sei. A não ser, que tenham feito uma adaptação diferente, nunca se sabe.

Abaixo você confere o trailer legendado de "If I Stay" e vamos amar a Chloë!



PS: Chloë está cotada para mais alguns filmes que estão em produção em 2014, dentre eles estão "O Protetor", "Dark Places" e "Clouds Of Sils Maria".
Fonte sobre o filme:  GETRO
 
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