9 de novembro de 2014

Versos de um Crime (Kill Your Darlings)


Kill Your Darlings (Versos de Um Crime) 2014

Gênero: Drama, Biografia

Sinopse: "1944. Allen Ginsberg (Daniel Radcliffe) sai da casa dos pais rumo à universidade, precisando lidar com o sentimento de culpa por ter deixado sua mãe (Jennifer Jason Leigh). Seu sonho é tornar-se um escritor, mas logo sente-se incomodado pelo modelo "certinho" de poesia que o curso ensina. Não demora muito para que ele conheça Lucien Carr (Dane DeHaan), um jovem provocador que apresenta Allen ao mundo da contracultura. Logo nasce uma grande amizade entre os dois, que se torna algo mais quando Allen passa a sentir atração por Lucien."


"Versos de um Crime" (Kill Your Darlings) é um filme de drama biográfico que foi apresentado pela primeira vez no Festival de Sundance de Cinemade em 2013, mas só estreou no brasil em Junho de 2014. É o trabalho de estréia do diretor John Krokidas.

O longa, obviamente baseado numa história real por ser bibliográfico, conta a história de Allen Ginsberg, um garoto que deixa a casa dos pais para estudar e seguir seu sonho de ser escritor. Na faculdade, ele conhece Lucien Carr que o apresenta ao mundo de uma forma diferente da forma certinha de Allen. Logo, nasce uma grande amizade entre os dois, mas com a morte de David, a vida dos dois tende a tomar outro rumo.

Eu nunca gostei muito do Daniel Radcliffe, até porque não gosto de Harry Potter e assistir qualquer filme com ele era bem impossível, mas "Versos de um Crime" é um filme de época, tinha essa relação homossexual, poemas, musica, tudo o que um filme tem que ter para que eu goste dele. Daniel Radcliffe aparece de óculos em "Versos de um Crime" e sim, ele ainda parece o Harry Potter, um pouco mais velho, mas ainda parece, porém ele atua tão bem e faz cenas tão difíceis, que você esquece que ele foi Harry Potter nos primeiros vinte minutos de filme.


Você vê o quanto pode ser difícil ser ator e o quão bom ele pode ser quando tem que fazer cenas de sexo e, ainda mais, quando são cenas homossexuais e Daniel Radcliffe estava lá, completamente nu, numa cena muito, muito convincente, comparado à cenas de outros filmes que eu já assisti. Os beijos entre ele e Dane DeHaan parecem bem reais e apaixonados, não tem aquela aparência de "Estou fazendo porque sou pago, mas não gosto nem um pouco", parabéns para eles. Daniel Radcliffe se entregou ao personagem e às cenas e fez um lindo beijo, uma linda cena de sexo (apesar de não ser com Dane), tudo muito convincente e verdadeiro. 

Daniel Radcliffe subiu muito no meu conceito como ator e, com esse filme, consegui apagar aquela imagem odiosa que eu tinha sobre ele e seu Harry Potter sem graça.

Logo no inicio do filme, nós vemos Lucien na cadeia e Allen conversando com ele e, talvez, você ache que o filme será todo sobre uma dupla adolescente responsável por um assassinato, mas "Versos de um Crime" vai te dizer que não é nada sobre isso. Na verdade, o filme é sobre a convivência dos autores Allen Ginsberg (Daniel Radcliffe), Lucien Carr (Dane DeHaan), e Jack Kerouac (Jack Huston) que faziam parte da chamada geração "Beat", formada por mentes inquietas que desejam mudanças por meios diferentes dos convencionais e, só da metade para o final do filme, é que o assassinato passa a ser relevante na história.


Lucien é o típico personagem que você não consegue entender nunca. Às vezes, ele passava muita veracidade e coerência no que diz, mas depois parece um garoto completamente diferente. Ele não parece dizer a verdade com relação a nada, nunca. Talvez, por isso, Allen e David tenham se apaixonado tão perdidamente por ele, por seus segredos, seu jeito enigmático e perigoso.

Quando Lucien resolve ir embora e Allen tem seu coração partido, a ultima coisa que você pensa que ele pode fazer é o que ele realmente faz e você só tem vontade de ser alguém que possa dar um apoio a ele, já que você passa o filme todo torcendo para que eles se envolvam logo e quando se envolvem, tudo dá errado.


O filme é dramático, intenso, confuso, sofrível e arrebatador. Poderia, é claro, ter mais detalhes sobre o envolvimento de Allen e Lucien, do movimento "Beat", dos vícios e compulsões enfrentadas pelos personagens, mas mesmo assim "Versos de um Crime" não deixa de ser um ótimo filme. Parabéns ao John Krokidas, que apesar de não ter sido elogiado pelos críticos, me agradou muito com o filme (Talvez, eu seja uma péssima critica, quem sabe?).

Agora, estou louca atrás de "Howl and Other Poems", lançado em 1956 e conta um pouco da história de Allen e Lucien, inclusive, sua primeira edição foi dedicada a Lucien, que pediu para que a dedicatória fosse retirada nos demais exemplares.


Curiosidade: Daniel Radcliffe chegou a participar, em 2008, dos testes para o filme e conseguiu o papel de Alle, mas, devido às filmagens de Harry Potter, Daniel acabou não entrando nas filmagens iniciais, que chegaram a ser feitas com Chris Evans, Jesse Eisenberg, e Ben Whishaw. Porém, o financiamento foi cortado na época e o filme cancelado, mas quando John resolveu voltar às filmagens, convidou Daniel que prontamente aceitou o papel de Allen Ginsberg.





7 de novembro de 2014

Top 5: Séries Finalizadas Que Você Precisa Ver


Odeio "Friends", "Gilmore Girls", "Sex And The City", "The Big Bang Theory" e a maioria das séries que todo mundo ama. Me julguem, estão liberados. Mas, existem séries que eu gosto muito e até defendo levemente, e hoje separei cinco séries que eu adoro e estão finalizadas, prontinhas esperando por você.


1 - The Tudors
Sinopse: "A esplêndida Inglaterra do Século XVIII era reinado de Henrique VIII (Johnathan Rhys Meyers). A série começa quando ele ainda está tentando alcançar o trono, à medida que se distancia de sua esposa e apaixona-se por Ana Bolena (Natalie Dormer). Auxiliado pelo Cardeal Wolsey (Sam Neill), ele chegou ao poder e manteve-se forte apesar das intrigas e armações. Na sua vida privada, ele tenta criar uma maneira de se divorciar de Catarina de Aragão (Marye Doyle Kennedy) para se casar com Ana Bolena, em meio a muitas disputas políticas e esquemas."

"The tudors" foi a primeira série que assisti fora da televisão, sem aquela coisa de ver toda a noite, esperar AQUELE dia da semana pra ver minha série preferida e, através dela, virei uma viciada em séries. E, mais uma vez, foi uma série que assisti por culpa exclusiva de Henry (delicia) Cavill, mas conforme a série foi andando, fui me apaixonando pela história e por Jonathan Rhys Meyers também. Se você gosta de história e séries de época, "The Tudors" é completa pra você.


2 - Prison Break
Sinopse: "Após a prisão de Lincoln Burrows (Dominic Purcell), condenado por um crime que não cometeu, o engenheiro Michael Scofield (Wentworth Miller) bola um plano para tirar o irmão da cadeia. Enviado para Fox River ao lado de Lincoln, Michael começa a executar a sua estratégia, mas logo percebe que está no meio de uma perigosa conspiração. Para garantir a liberdade da sua família, ele precisará enganar a Dra. Sara Tancredi (Sarah Wayne Callies) e se associar à criminosos condenados, como Fernando Sucre (Amaury Nolasco), Theodore 'T-Bag' Bagwell (Robert Knepper) e John Abruzzi (Peter Stormare)."

Assim que terminei "The Tudors" fiquei completamente órfã de séries. Nada me agradava, nada era bom o suficiente como "The Tudors". E agora? O que eu iria fazer nas minhas noites de insônia? Então, uma amiga me indicou uma série que estava vendo, "Prison Break". No começo, achei que me decepcionaria de novo, mas Prison Break foi mais uma série que me marcou. É muito boa e, apesar de alguns erros de continuidade, vale a pena.


3 - Early Edition
Sinopse: "E se o jornal de amanhã aparecesse na porta da sua casa hoje? Gary Hobson (Kyle Chandler) recebe a visita de um estranho gato, que aparece na sua porta com uma cópia do jornal do dia seguinte. Agora, com o fardo de ter que evitar as tragédias do dia seguinte, Gary recebe a ajuda da amiga Marissa (Shanesia Davis Williams), uma mulher cega que reconhece a verdadeira importância nda tarefa, e encoraja Gary a usar o que sabe para mudar as vidas das pessoas."

Acompanhava "Early Edition" pela televisão (Rede Record). Não cheguei a ver todos os episódios, mas era fascinada pelas "Edições de amanhã". Era uma ideia tão fantástica. Kyle Chandler foi uma das minhas primeiras paixões de séries e, venhamos e convenhamos, tinha um gatinho que entregava o jornal, gente!



4 -The New Adventures of Old Christine
Sinopse: "Christine (Julia Louis-Dreyfus) é divorciada de Richard (Clark Gregg), mas continua o vendo como um melhor amigo. Mesmo quando ele começa a se envolver com outra mulher, também chamada Christine. Ela vive em um apartamento com o filho Ritchie (Trevor Gagnon); o irmão Matthew (Hamish Linklater) aluga um quarto separado, e os dois alimentam as inseguranças um do outro que foram plantadas pela mãe. A "velha" Christine gerencia uma Academia de Ginástica com a melhor amiga, Barb. As inseguranças de Christine são aumentadas quando ela precisa lidar com os pais das outras crianças na escola do filho."

Não sei o que dizer sobre essa série. Ela não tem pé nem cabeça e isso é ótimo! Matthew é um irmão muito louco e um dos meus personagens preferidos da série, Barb é sem comentários e  Christine é completamente desequilibrada como pessoa e mãe. O humor na série não é forçado, as piadas não parecem terem sido decoradas como em algumas séries "engraçadas" por ai e é a personalidade de cada personagem que torna tudo ainda mais hilário. Assita!


5 - Todo Mundo Odeia o Chris
Sinopse: "A série conta a história da família Rock entre os anos de 1982 até 1987, com o foco no menino Chris (Tyler James Williams). Em 1982, Chris completa 13 anos e muda-se com a sua família para Bedford-Stuyvesant, no Brooklyn. Lá, Chris vive situações corriqueiras da vida de um adolescente, tanto nas histórias que realmente acontecem quanto nos pensamentos que são expostos de uma forma humorística. Chris vive com os pais Julius (Terry Crews) e Rochelle (Tichina Arnold), e com os dois irmãos Drew (Tequan Richmond) e Tonya (Imani Hakim). Ele estuda no Corleone Junior High School, colégio onde Chris é o único aluno negro, situação que o vitimiza durante todo seu tempo lá. Mas ele faz um amigo, Greg (Vicent Martella), que vai estar sempre junto de Chris, passando por suas situações tragicamente cômicas."

Quem não ama todo mundo odeia o Chris? QUEM? Um dos meus episódios preferidos é aquele que o homem está dando um depoimento e o policial só entende "Ele era negro, mancava negro, falava negro, tinha uma mancha negra aqui, corria negro, negro muito negro... "


5 de novembro de 2014

Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

Autor(a): Gayle Forman | Gênero: Romance | Ano: 2014 | Páginas: 240| Editora: Novo Conceito


Sinopse: "Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só não quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos - nam em milhas, não em continentes, não em anos -, e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado."

Ainda não estou psicologicamante bem para falar sobre esse livro. Existem alguns livros que eu demoro para digerir ou me recuperar e "Para Onde Ela Foi" mexeu comigo tanto ou mais do que "Se eu ficar" (Que eu resenhei AQUI).

Quando soube que havia uma continuação de "Se eu ficar" sai correndo atrás, mas até então, não tinha publicação em português e eu estava, lentamente, lendo em inglês pra saber o que Adam tinha a contar sobre Mia e o relacionamento deles. Mas, semana passada dei um pulo no shopping e vi "Para Onde Ela Foi". Fiquei louca e comprei o livro por R$19,90 (Dilmas). Gosto mais de E-book porque posso ler em qualquer lugar, mas não resisti em ter "Para Onde Ela Foi" nas mãos.
Existe essa palavra? Eu me pergunto.

Você está falando consigo mesmo, então quem liga?
O livro narra a história de Adam e Mia três anos após Mia ter decidido ficar, mas desta vez, as memórias, os acontecimentos e os sofrimentos são narrados por Adam, um roqueiro de sucesso mundial com uma dor que não o abandona. A dor de ter perdido Mia acompanha Adam como uma ferida aberta e ele parece sofrer muito mais do que eu pensava ser possível.

Devorei "Para Onde Ela Foi" em 3 horas e levei dois dias para me recuperar dele. Fiquei tão angustiada com a história que Adam tinha para contar que era impossível largar sem saber porque Mia havia deixado Adam daquele jeito, por que eles não tinham aquele final feliz que fica implícito no final primeiro livro, por que, por que?
Meu corpo todo está tremendo. Estou surtando. Um dia pode ter apenas vinte e quatro horas, mas às vezes passar por um parece tão impossível quanto escalar o Everest.
"Para Onde Ela Foi" narra, na visão de Adam, uma noite entre ele e Mia. Um reencontro de uma noite que pode mudar a vida dos dois, de novo e entre a narrativa do presente e algumas memórias que Adam tinha com Mia, com os amigos e os membros da banda antes deles serem o sucesso que são atualmente, Adam vai tentando entender o que aconteceu entre eles para acabarem desse jeito, ele não consegue entender ou aceitar os motivos pelos quais Mia o deixou, por que ela deixaria alguém que amava tanto, alguém que a apoiou e foi seu porto seguro depois de tudo?

E é por culpa dessa dor, desse rancor que Adam sente por Mia que passamos pelas memórias dele, descobrimos coisas lindas que passaram juntos e temos tantas doses de amor e dor que é impossível não se emocionar em várias partes do livro (e chorar, porque sou mole demais).
E de repente eu entendo. Entendo por que ela me chamou no teatro, por que veio atrás de mim depois que eu saí do camarim. Esta é a verdadeira turnê de despedida: Mia quer completar o desligamente que começou há três anos.
"Para Onde Ela Foi" é um ótimo livro, Gayle Forman já tinha escrito algo maravilhoso com "Se Eu Ficar", mas conseguiu se superar com "Para Onde Ela Foi" e, ao contrário da maioria das resenhas que vi, eu não tive nenhuma raiva de Mia, pelo contrário, entendo porque ela deixou Adam daquele jeito, eu teria feito o mesmo se fosse ela, minha família é tudo para mim e, afinal, os motivos que a levaram a deixar Adam fazem tanto sentido que é impossível discordar da atitude que ela tomou.

"Para Onde Ela Foi" é triste, emocionante e lindo. Gayle Forman consegue descrever a dor da perda de tantas maneiras diferentes e tão parecidas ao mesmo tempo, que é impossível não ficar dividido entre amar mais Adam, Mia ou amar mais os dois. Ainda não acredito que acabou, mas estou torcendo para que façam o filme de "Para Onde Ela Foi" também!
E vejo o que ela quer, e é a mesma coisa que eu quero há anos agora, mas não consigo acreditar que, depois de todo esse tempo, e agora que estamos sem tempo, ela está pedindo.
Leia um trecho do livro disponibilizado pela Editora Novo Conceito clicando AQUI.



3 de novembro de 2014

Chef (2014)














Chef (2014)

Gênero: Comédia

Sinopse: "Carl Casper (Jon Favreau) é o chef de um restaurante badalado de Los Angeles, mas volta e meia enfrenta problemas com o dono do local (Dustin Hoffman) por querer inovar no cardápio ao invés de fazer sempre os pratos mais pedidos pelos clientes. Um dia, um renomado crítico gastronômico (Oliver Platt) vai ao restaurante e publica uma crítica bastante negativa, baseada justamente no fato do cardápio ser pouco criativo. Furioso, Casper vai tirar satisfação com ele e acaba demitido. Pior: a briga vai parar na internet e se torna viral, o que lhe fecha as portas nos demais restaurantes. Sem saída, ele recebe a ajuda de sua ex-esposa (Sophia Vergara) para reiniciar a vida no comando de um trailer de comida."

É feio, eu sei, mas só assisti "CHEF" por um único e exclusivo motivo: Robert Downey Jr. Havia muita especulação quanto ao novo filme que teria Robert em um papel que não fosse Tony Stark, principalmente no mundo das adoradoras de Robert Downey Jr. e eu era uma delas.

Escrito, dirigido e estrelado por Jon Favreau, "Chef" estreou no Festival de Tribeca deste ano e teve uma das melhores bilheterias para filmes independentes. O filme nos conta a história de Carl, um chefe de um restaurante badalado em Los Angeles, mas que, infelizmente, não tem liberdade nenhuma para criar ou inovar pratos. Ele é controlado pelo dono do local (Dustin Hoffman) que acha que serve a melhor comida de Los Angeles e "em time que está ganhando, não se mexe". Certo dia, um critico gastronômico visita o restaurante e DESTRÓI a reputação de Carl com uma critica avassaladora e, a partir dai, o filme começa a andar.



Se você vai assistir "Chef" por pura e exclusiva culpa de Robert Downey Jr., aconselho a ver somente dos 00:53 aos 00:58. Robert tem uma aparição mínima com uma atuação BRILHANTE de cinco maravilhosos minutos. Assim também é a aparição de Scarlett Johansson, tão mínima que depois de um tempo você não se lembra que, em algum momento, ela fez parte do filme. Já Sofia Vergara está fantástica no papel de Vera, a ex-mulher de Carl e a quem mais dá apoio a ele durante o filme, além de seu amigo Martin (John Leguizamo) e seu filho Percy (Emjay Anthony), com quem Carl (Favreau) tem um relacionamento complicado e, apesar de tudo, Percy ajuda o pai em sua nova jornada, inserindo-o também no mundo virtual, através do Twitter.




"Chef" é um daqueles filmes para ver com a família no domingo. Além de contar a saga de Carl para recomeçar a sua carreira, o filme traz conflitos familiares e a importância dos amigos verdadeiros. É um daqueles filmes de sessão da tarde, para ver comendo pipoca sem ter que pensar, o que não é ruim. "Chef" é um filme sem grandes pretensões, com grandes participações, cheio de altos e baixos e com um elenco de primeira. Favreau conseguiu o que queria nos trazendo um bom filme, apesar do baixo orçamento. Vale a pena perder um tempinho para apreciar toda a simplicidade de "Chef".




25 de outubro de 2014

Terra Morta: Infecção - Tiago Toy

Autor(a): Tiago Toy  | Gênero: Terror/Aventura/Suspense | Ano: 2014 | Páginas: ***| Editora: Draco

Sinopse: "A história conta a saga de Tiago e Daniela que fugiram de Jaboticabal, uma cidade assolada por um apocalipse zumbi e, unidos a outros personagens, lutam por suas vidas a cada esquina de São Paulo. Amigo, inimigo ou zumbi, todos continuam correndo sem olhar para trás."*

Recebi, direto do Facebook do autor Tiago Toy, as primeiras cinquenta páginas do livro "Terra Morta: Infecção". Fiquei sabendo que poderia ler e resenhar uma parte do livro através da página da Editora Draco no Twitter, os interessados deveriam mandar uma mensagem diretamente para o autor e, assim, receber um gostinho do livro para resenhar.

"Terra Morta: Infecção" é o segundo livro da trilogia de Tiago Toy que conta a história de um apocalipse zumbi em São Paulo. Tudo começou em "Terra morta: Fuga" (que eu ainda não li) que conta a história do introvertido Tiago que sempre sonhou em viver aventurar na Capital de São Paulo, mas não imaginava que seria compelido a isso por um ataque zumbi.
"Os latidos de Thor chamaram sua atenção. Eram como um aviso. Corra"
No arquivo que recebi, existe um resumo do que aconteceu no primeiro livro, isso me ajudou bastante ao me colocar um pouco nos trilhos da história sem me deixar completamente perdida. Já o primeiro capítulo, narra a história de Regina Rios, grávida tentando dar a luz que é surpreendida por humanos famintos por carne. Depois, conhecemos Yulia, uma ruiva russa que ajuda a salvar o bebê de Regina, mas isso é só o começo.

Tiago Toy não trás novidades a cada capítulo como a maioria dos autores, ele consegue trazer novidades a cada parágrafo. Quando tudo parece bem e o carro está andando tranquilamente num paragrafo, no outro, o carro desliza em poças de sangue e restos mortais para capotar loucamente e liquidificar todos os seus passageiros.

Ao mesmo tempo em que novidades são ótimas, ter uma ação diferente em cada parágrafo é um pouco cansativo. Você ainda está tentando entender o que estava acontecendo no parágrafo anterior e o próximo já vem jogando mais e mais informações sobre pedaços de carne, sangue, fuga e clichês da vovó.
"O lugar parecia um ferro-velho(...) Veículos se amontoavam enquanto os poucos motoristas ainda vivos escalavam as ferragens, ignorando gritos de socorro. Em uma passarela sobre a rua pessoas se penduravam por fora da grade a fim de escapar. Várias caíram, enquanto outras simplesmente se jogaram."
Minha parte preferida é, sem dúvida, o começo do livro. A apresentação dos personagens, ler um pouco da vida de cada um pouco antes dos ataques zumbis é a minha parte preferida. A personagem que mais me chamou atenção foi Yulia. Ela é quieta e, aparentemente, esperta, mas toda essa quietude deve esconder alguma coisa, algum segredo MUITO legal.

Enfim, "Terra Morta: Infecção" parece bem promissor. Gosto de livros que me deixam curiosa quanto ao que vai acontecer, quem morre e quem vive e, "Terra Morta: Infecção" parece estar cheio desses segredos para serem revelados, cheio de pessoas para morrer, tantas outras para conhecer e flashbacks cheios de descobertas para te deixar mais intrigado.

É bem difícil falar sobre um livro que não li por inteiro e que é o segundo de uma trilogia, mas sei que se você gosta de zumbis, apocalipses e MUITA ação, "Terra Morta: Infecção" é indicadíssimo para você, não irá se arrepender.


*A Sinopse foi criada por mim, já que não encontrei nenhuma na internet =/

17 de outubro de 2014

O Juiz - The Judge (2014)


O Juiz - The Judge (2014) | Gênero: Drama

Sinopse:
"A trama gira em torno de um advogado de muito sucesso (Downey Jr.) que volta à cidade em que cresceu para o velório de sua mãe. No local, acaba descobrindo que seu pai é apontado pela polícia como um dos suspeitos de um assassinato. Ele, então, decide defender o pai no tribunal."

Ontem foi um dia muito diferente pra mim. Nunca assisti nenhum filme na estréia, mas fiz questão de desdobrar o meu dia (e minha vida) pra conseguir ver "O Juiz" (The Judge) no dia de estréia e na primeira sessão aqui em São Paulo. Nada melhor voltar a postar no blog com o novo filme do meu ator preferido, o lindo Robert Downey pegaeu jr.

Fui assistir o filme achando que Joseph (pai de Robert no filme) era apontado como suspeito pelo assassinato da sua esposa e que sofria do Mal de Alzheimer, assim como a maioria das sinopses falam, mas não é o que acontece no filme. A mãe de Hank (Robert) morreu por causa de um coágulo que se formou em sua perna esquerda e subiu para o coração, causando a sua morte e seu pai não tem Alzheimer (mas, também não vou contar o que ele tem).


Hank/Henry é um advogado pretensioso, que se acha o melhor, possui um bom carro, uma esposa jovem e bela, uma casa espetacular, ou seja, o homem perfeito, mas o seu mundo está para desmoronar a um passo. Hank fica sabendo da morte da sua mãe quando está no tribunal defendendo um homem por desvio de dinheiro, assim, ele volta para a pequena cidade onde cresceu em Indiana para o velório de sua mãe, onde os problemas de sua família começam a ser revelados. Logo no inicio do filme é que vemos que a vida perfeita de Hank é só fachada. Ele está prestes a se divorciar, tem problemas com o pai e estragou a carreira de sucesso de seu irmão mais velho.

É difícil fazer uma resenha de um filme que a maioria das pessoas ainda não viu. Muita gente não gosta de Spoiler e falar de um filme de Robert Downey Jr sem contar o que acontece é quase impossível, pelo menos para mim. 


O filme é cheio de paisagens lindas, a trilha sonora é perfeita e se encaixa impecavelmente nas cenas, nos emocionando com pouco. O que posso dizer é que o filme fala sobre amor, ódio, medo, redenção e aprender a perdoar e aceitar de uma maneira que nem todos nós entendemos e mesmo cheio de clichês de cinema e cenas já vistas e revistas em outros diversos filmes de tribunal, "O Juiz" tem sua parcela de originalidade. A atuação de Robert Duvall como um homem doente é tão verossímil que só quem conviveu com uma pessoa no mesmo estado que ele consegue entender.

Espero ver "O Juiz" mais algumas vezes e captar detalhes que não consegui da primeira vez. É um filme simples que não te faz pensar ou deduzir o que vai acontecer, você só torce para que Hank e Joseph, enfim, se deem bem e que tudo termine de forma que nenhum dos dois saia magoado. O fim é, ao mesmo tempo, comum e surpreendente. Você não espera que aquilo realmente aconteça e quando você acha que pode parar de chorar, as lágrimas correm com mais força por sua face (porque eu sou mole e choro com filme de comédia).


Como o próprio Robert diz, esse é o papel mais completo de sua carreira e, mesmo que as críticas digam que é mais um papel de Tony Stark disfarçado, não vi nada de Stark em Hank Palmer. O problema é que as pessoas só enxergam Robert como Tony Stark (seu papel de maior sucesso), elas não conseguem esquecer Stark e focar numa atuação completamente nova ou um personagem limpo de Robert, sem os esteriótipos de Stark. Assim como as pessoas veem Marlon Brando como Don Vito Corleone ou George Clooney como o eterno médico de ER, Robert ficou marcado como Tony Stark, porém ele só conseguiu esse papel porque tem características que o enquadravam como Stark, mas são características próprias do ator, quem acompanha as Premieres sabe do que eu estou falando.

Recomendo "O Juiz" não só por ser um filme com Robert Downey Jr., mas por ser um filme excelente que resgata os "filmes de tribunal" (que eu adoro), e tem uma fotografia primorosa, com uma trilha sonora linda. "Team Downey"* conseguiu o que queria quando gravou "O Juiz", sua primeira produção.





*Team Downey é uma empresa de entretenimento fundada por Robert Downey Jr. e Susan Downey, que produz propriedades de cinema e televisão.

 
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