Criadores: Ryan Murphy/Brad Falchuk | Gênero: Terror/Drama/Fantasia | Ano: 2014/2015 | Canal: FX
Enredo: A história começa na pacata cidade de Júpiter, na Flórida, no ano de 1952. Uma trupe circense acaba de chegar à cidade, liderada por Elsa Mars, uma mulher que esconde o seu passado de todos. Os membros incluem Ethel Darling, a mulher barbada e seu filho Jimmy, mãos-de-lagosta; o levantador de peso Dell Toledo e sua atual esposa Desiree; e Dot e Bette Tatler, as irmãs siamesas acusadas do assassinato de sua mãe. Aos arredores da cidade estão Twisty, um palhaço responsável por uma série de mortes; Stanley e Maggie Esmeralda, uma dupla de vigaristas interessados em vender corpos de aberrações; Dandy Mott, um jovem adulto mimado que representa uma ameaça maior do que parece ser e sua mãe Gloria Mott que fará de tudo para esconder a real natureza assassina do filho.
American Horror Story: Freak Show é a quarta temporada da antologia de Horror do FX, American Horror Story. e se centra em um dos poucos shows de horrores restantes em 1950 e no que seus donos são capazes de fazer para mantê-los de pé.
Adoro American Horror Story e confesso que demorei quase um ano para ver a primeira temporada, primeiro porque todo mundo amava e era a febre do momento e eu fico com certo preconceito quando isso acontece e, depois, porque me disseram que tinha muito sangue e morte e eu sempre fico impressionada quando as pessoas morrem de maneiras muito violentas em séries ou filmes, mas se arrependimento matasse, eu já não estaria mais escrevendo nesse blog.
American Horror Story está na quarta temporada que é toda focada nesse show de horrores que é comandado por Elsa Mars, uma das freaks mais misteriosas de toda a série que sonha em ser uma atriz/apresentadora/cantora muito famosa. Aos poucos, somos apresentados a todos os freaks do show da Elsa e ao palhaço Twisty que, ao meu ver, era o mais assustador de toda a série.
É bem difícil fazer uma resenha sobre American Horror Story: Freak Show sem dar spoilers sobre tudo, mas tenho a dizer que a série começa de um jeito fantástico e por vários episódios era a minha temporada favorita, superando até a primeira temporada, mas conforme os episódios vão passando e mais elementos são adicionados a trama, tenho a impressão que os produtores se perdem em tantos assuntos e não conseguem dar continuidade ou finaliza-los como esperamos.
Posso dar um exemplo simples apenas citando que ao decorrer da série, vemos muitos freaks mortos e isso nos instiga a continuar assistindo, nos faz perguntar como aquele freak vai morrer e porque, mas no final, alguns deles não morrem e você fica se perguntando se aquilo era um devaneio doido ou se, durante as gravações, os produtores mudaram de ideia e resolveram transformar uma série maravilhosa em "O Mundo Sombrio e Chato de Elsa Mars".
Agora, para não ser injusta, preciso dizer que o palhaço Twisty é o meu personagem preferido de toda essa temporada. American Horror Story: Freak Show tem personagens maravilhosos, mas Twisty é complexo, tem uma história bem montada e eu chorei durante todo o episódio que conta sua trajetória. Parabéns aos criadores de Twisty!
A série tem treze episódios e até o oitavo podemos considerar uma ótima série, após isso tudo parece se perder, mas não posso deixar de elogiar o grande final. A maneira como a série termina é, de um lado, maravilhoso e, de outro lado, decepcionante.
Apesar das minhas decepções no decorrer de American Horror Story: Freak Show, aconselho a todos que vejam e, se puderem, vejam desde a primeira temporada. Mesmo que cada temporada tenha seus furos de continuidade e episódios totalmente sem respostas, American Horror Story é uma série que vale muito a pena perder um tempinho para acompanhar.