6 de agosto de 2014

Assisti: Godzilla (2014)


Godzilla (2014)


Gênero: Ficção científica , Ação , Aventura

Sinopse: Joe Brody (Bryan Cranston) criou o filho sozinho após a morte da esposa (Juliette Binoche) em um acidente na usina nuclear em que ambos trabalhavam, no Japão. Ele nunca aceitou a catástrofe e quinze anos depois continua remoendo o acontecido, tentando encontrar alguma explicação. Ford Brody (Aaron Taylor-Johnson), agora adulto, é soldado do exército americano e precisa lutar desesperadamente para salvar a população mundial - e em especial sua família - do gigantesco, inabalável e incrivelmente assustador monstro Godzilla.


Adoro filmes sobre o Godzilla desde que me lembro. Na verdade, adoro qualquer filme que tenham monstros que destruam cidades sem escrúpulo nenhum e a polêmica que rodava em torno do novo filme do Godzilla era enorme. Algumas pessoas adoraram, outras odiaram profundamente.

O filme conta a história de Joe Brody que passa a criar o filho sozinho após a morte (BIZARRA) da esposa em um acidente na usina nuclear em que trabalhavam, no Japão. Ford Brod, filho de Joe é soldado do exercito americano, é casado e tem um filho.

Os personagens são rasos e nós acabamos não nos apegando a nenhum deles. O unico personagem possivel de desenvolver alguma espécie de simpatia acaba morrendo e você fica com atores que não conseguem fazer com que seus personagens criem alguma ligação com o publico e, por mais que tente, Ford parece não ter sentimentos, mesmo quando deveria sentir dor, ele não parece sentir nada.

Tudo bem, esqueçamos os personagens rasos e vamos pensar em Godzilla e seus inimigos. Quando o  ovo finalmente se choca, esperamos ver um dinossauro enorme e assassino, pisoteando tudo e todos por onde passa, mas acabamos por ver uma nova espécie de monstro meio aranha, meio mosquito. Godzilla mesmo só aparece do meio para o final do filme e para ficar ainda mais estranho, ele não quer destruir o Japão e todas as pessoas que moram ali, mas sim combater o monstro aranha-mosquito porque, aparentemente, é o que o Godzilla faz por natureza.

O personagem principal do filme deveria ser o Godzilla e, no fim, ele é o Monstro e o Herói ao mesmo tempo, numa mistura confusa de acontecimentos e apesar dos cortes pré cenas emocionantes, quando os monstros finalmente se encontram para um conflito sem cortes, é muito bom. Os raios azuis que saem da boca do Godzilla compensam toda a enrolação do filme.

Enfim, se você é como eu e espera muita ação e cenas emocionantes com Godzilla e seus inimigos naturais, é melhor deixar para o próximo filme, mas se quer assistir algo que não te faça pensar e te divirta ao mesmo tempo, recomendo Godzilla (2014) afinal, todos amam o Godzilla.


Curiosidade: O filme celebra os sessenta anos da primeira aparição de Godzilla nas telas, que aconteceu no filme homônimo japonês de 1954.

4 de agosto de 2014

Colocando Papel de Parede


Eu já devo ter falado, mas não custa nada dizer de novo que o blog andou bem paradinho porque eu estava de MUDANÇA, OE que felicidade!

Me mudar era uma das coisas 14 coisas para se fazer em 2014, na verdade, venho desejando me mudar há mais de um ano e, agora, eu tenho um closet, mesmo que eu não quisesse um. É mais um quarto sem graça e sem vida que você precisaria de MUITA imaginação pra conseguir visualizar algo ali dentro. Foi ai que surgiu a ideia de colocar papel de parede pra dar uma vida ao quarto que chamam carinhosa e exageradamente de closet.

Comprei esse papel de parede na Leroy Merlin e paguei R$129,90 cada rolo. É um papel com estampa delicada e o mais legal é que tem textura. O unico problema é que não é autoadesivo, então eu teria que preparar a cola e aplicar com a cara e a coragem.


A ideia original era colocar papel de parede somente na sala e foi lá que eu treinei meus dotes de aplicação de papel. Errei bastante no papel da sala, com direito a colocar a estampa de ponta cabeça (SIM, eu fiz isso), mas no fim, acabou dando tudo certo e a sala ficou maravilhosa.


Na foto, vocês podem ver o papel de parede de ponta cabeça (¬¬') e o trabalho pela metade com o papel do lado certo.Abaixo, a foto com a parede finalizada.


Tentei tirar algumas fotos do passo a passo do papel do closet, mas é claro que eu esqueci de vários passos. Existem vídeos na internet que ensinam direitinho como colocar, só acho que a história de cortar todas as tiras antes de passar a cola não vale a pena, prefiro medir, cortar, passar cola, esperar um minuto e só então aplicar na parde pra depois medir o próximo papel, caso contrário, você vai perder muito papel sem necessidade.

Medindo na parede.

Cortando o excesso
Aplicando Cola
A cola fica viscosa, parece um gel de cabelo e é bom aplicar uma camada generosa no papel, já que ao passar a espátula, o excesso de cola vai sair.

Dobrando
Vale a pena tomar cuidado com as bolhas de ar e as bolhas de cola, porque as de cola não desmancham, elas secam e ficam altas, então, vá passando a mão e sentindo bem onde ainda existe ar antes de finalizar com a espátula de silicone.



No final, ficou assim e eu amei o resultado, tanto da sala quanto do closet, não vejo a hora de terminar de arrumar tudo em seu devido lugar!


3 de agosto de 2014

Mega Artesanal 2014


A Mega Artesanal aconteceu aconteceu na ultima semana (22 a 26 de Julho de 2014) no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo e eu dei uma passada por lá no dia 25 para ver as novidades de artesanato e me impressionei com o que achei por lá.

Visitei a Mega em 2009/2010 e não era 1/3 do tamanho que a Mega tem hoje. É uma overdose de materiais, técnicas, artistas, público e tudo o que esteja relacionado com a arte do "faça você mesmo". Não consegui ver metade do que tinha planejado e queria ter ido mais um dia.

A feira estava enorme esse ano e trazia todos os tipos de artesanato, sem preconceito com nenhuma espécie de arte. Abaixo, as fotos que tirei da feira.

Peter Paiva tinha um estande lindo e enorme chamado "Sonholândia". Estava tão cheio que eu não consegui entrar para tirar fotos dos sabonetes. 

Estande da Tamako


Estande Arte Fácil

Estande Arte Fácil.

Estande Glory Laser.


Evandro Schiavone - Nathan Santos




Evandro Schiavone - Nathan Santos


                       











Comprei os papéis dessa arte para fazer algo parecido - SS-088















Dá pra ver que a criatividade não tem limites na Mega Artesanal. Gostaria de ter tempo e criatividade pra criar coisas como essas. Adoro Scrapbook e não faltaram idéias na feira. Espero ficar livre na mesma época do ano que vem para visitar a Mega Artesanal mais uma vez.


Lembrando que as fotos são de minha autoria, mas as peças nelas retratadas são de total responsabilidade de seus criadores e tem todos os direitos reservados.

30 de julho de 2014

A Menina Que Não Sabia Ler - John Harding

Autor(a): John Harding  | Gênero: Suspense | Ano: 2010 | Páginas: 288| Editora: Leya


Sinopse: "1891. Nova Inglaterra. Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Quem eram seus pais? Por que Florence sonha sempre com uma misteriosa mulher ameaçando Giles, seu irmão caçula? O que esconde a Srta. Taylor? E por que o tio a proibiu de ler? Florence precisa reunir todas as pistas possíveis e encontrar respostas que ajudem a defender seu irmão e preservar sua paixão secreta pelos livros - únicos companheiros e confidentes - antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?"

"A Menina Que Não Sabia Ler" é daqueles livros que você devora sem perceber e o termina em algumas horas. Quando percebi, já havia devorado muitas páginas e sabia que não conseguiria tirar meus olhos do livro até descobrir cada segredo daquela casa.

O título original do livro é "Florence and Giles" e confesso que a editora deveria ter mantido o título original que, durante a história, faz muito mais sentido do que o título adotado aqui no Brasil, já que a história não se mantém, somente, na menina que não sabia ler.


Florence é uma órfã de onze anos que mora numa casa que seu tio, que a proibiu de aprender a ler e a escrever, mantém para ela e para o seu meio irmão Giles, três anos mais novo que ela. Aos poucos, o livro nos apresenta o pequeno mundo quase perfeito de Florence e suas intrigantes aventuras através do mundo da leitura. A atmosfera melancólica e antiga foi o que mais me chamou atenção no livro. Gosto de histórias que se passam em outras épocas que não havia iluminação ou confortos do mundo atual e que uma pequena fagulha de imaginação servia para criar um mundo novo.

E é assim que "A Menina Que Não Sabia Ler" nos leva pelo mundo de Florence que é cheia das artimanhas para esconder suas aventuras literárias e não mede esforços para proteger seu irmãozinho, mas seu mundo quase desaba quando Giles é enviado para a escola e ela tem que ser forte para suprir a falta que ele faz. Então, Florence passa seus dias imersa nos livros tentando criar, na biblioteca e fora dela, um mundo particular. O que Florence não esperava, era a visita dos novos vizinhos que tinham um filho doente chamado Theo e que Florence o odeia assim que lê seu primeiro "poema", mas com o decorrer do livro, acabam tornando-se grandes amigos.

"Durante toda a nossa vida, Giles e eu nunca tínhamos nos separado; era como se eu tivesse ficado sem uma parte de mim. Eu compreendia suas falhas e o amava por elas."

Aos poucos, a história de "A Menina Que Não Sabia Ler" perde seu ponto principal sobre a menina que realmente não sabia ler, mas que se esforça para aprender e proteger seu irmão das maldades que sofre na escola para a qual foi mandado e se perde na narrativa de uma nova história que, para mim, parece sem pé nem cabeça e faz com que o livro maravilhoso perca bastante do que eu achava que era sua essência.

Acho que o autor poderia ter focado mais na vida de Florence e seu irmãozinho Giles durante o livro todo, na negligência que sofriam por parte do tio, o mistérios que envolvia a trágica morte de seus pais e porque a foto da mãe de Giles não tinha rosto. A inserção das Srta. Whitaker. e Srta. Taylor é totalmente dispensável para mim.

Giles precisava de uma tutora? Sim.
Eles precisavam de educação? Sim.
Srta. Whitaker. e Srta. Taylor poderiam nunca ter aparecido? Com toda a certeza.

Apesar disso, confesso que fiquei angustiada com os acontecimentos da história durante a permanêcia da Srta. Taylor em Blithe House. A sensação de que algo muito ruim aconteceria com Giles me fazia devorar as páginas atrás de uma explicação para tudo o que Florence via ou achava que via. A história da Srta. Taylor e tudo o que ela causa da Florence e Giles não tirou a magia do livro.

"Olhei pela beirada do poço. Não havia nada além da escuridão, um grande buraco que podia ir até o centro da Terra, até onde eu sabia. Meu corpo todo, o tronco, até os dedos dos pés, estava tremendo com o triunfo e também de medo."

Sim, me apeguei mais ao personagem secundário do que à própria Florence. Giles parece um daqueles garotinhos inocentes e ingênuos que precisam de proteção a toda hora, o que me lembra um personagem de um dos meus contos que é mais ou menos assim (Jojo <3) e eu sou bem apegada, por diversos motivos, apesar de ele não existir de verdade.

O autor consegue nos prender a maior parte do livro com uma história linda, com descrições quase tão perfeitas que conseguimos imaginar com detalhes cada canto da biblioteca habitada por Florence, cada esconderijo que ela consegue e, mesmo assim, o autor não nos cansa com detalhes demais.

O único ponto negativo, para mim é claro, foi o autor introduzir uma segunda história sobre a primeira e perder, completamente, o foco sobre Blithe House, seus habitantes, rotinas, Giles e Florian com seus segredos de leitura. Fora isso, o livro me deixou intrigada até a ultima letra (talvez por eu ter envolvimento pessoal com Giles), até eu saber se Florence conseguiria proteger seu pequeno irmão ingênuo ou não e o final era mais ou menos como eu imaginava, com algumas pitadas de absurdo, perguntas sem respostas e ansiedade gerada nas ultimas páginas.

"Entrei pela porta de trás quando os criados entravam pela frente. Pude ouvi-los tagarelando alegremente. Virei no corredor para a escada do fundo quando Meg e Mary surgiram no corredor abaixo. Quando viessem verificar por que não havíamos descido para tomar café, eu estaria dormindo tranquilamente em minha cama."

É uma leitura gostosa e intrigante, seria maravilhoso se o final não fosse um tanto quanto desastroso, deixando várias perguntas sem resposta pensando que o leitor não se apegaria aos detalhes.

O livro já tem continuação: "A Menina Que Não Sabia Ler Vol.02" e, aparentemente, tapa os buracos deixados pelo primeiro livro. Não vejo a hora de ler!


Por Giles 

28 de julho de 2014

Por Isso A Gente Acabou - Daniel Handler

Autor(a): Daniel Handler | Gênero: Romance | Ano: 2012 | Páginas: 368 | Editora: Seguinte (Cia. Das Letras)

Sinopse: Min Green e Ed Slaterton estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação. Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas desse romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou.

A história gira em torno de uma carta ENORME escrita por uma garota que teve seu coração partido e nessa carta, Min Green narra os motivos pelos quais seu relacionamento com Ed Slaterton acabou e, ao mesmo tempo, nos deixa claro os motivos pelos quais esse relacionamento começou. Durante toda a carta, Min parece completamente apaixonada por Ed e mesmo descrevendo os motivos que a fazem odiar o garoto, temos a impressão de que ela ainda é apaixonada por ele.

Quando iniciei a leitura de "Por Isso A Gente Acabou", achava que Min (Minerva) era uma garota de vinte e poucos anos, com um relacionamento longo com Ed e, por isso, sua carta descrevendo o motivo da devolução de cada coisinha significativa do relacionamento deles era tão longa, mas infelizmente, Min é uma adolescente e a longa carta descreve os intensos e intermináveis 28 dias (aproximadamente) de relacionamento que ela tivera com Ed.

É impossível sentir qualquer espécie de empatia por Ed. Durante todo o livro você sabe que ele magoou demais os sentimentos de Min e, por isso, você não consegue achar que ele é alguém bom, apesar de ser um adolescente como qualquer outro, ele tem tanta culpa quando Min, que acreditou em promessas vazias e como qualquer adolescente apaixonada, deixou-se levar pelos sentimentos que mantinha por Ed e foi cegada por eles.

Em várias partes do livro, torci para que eles ficassem juntos e, até achei que ficariam juntos mesmo, mas não ficam, sabemos disso assim que lemos o título. É uma história bonita, romântica e boba como qualquer relacionamento adolescente e isso nos prende até o fim do livro e as ilustrações de Maira Kalman são uma obra a parte, fazem do livro uma aventura ainda melhor do que a escrita leve e fluida de Daniel Handler.

Num mundo cheio de romances apimentados e literaturas eróticas, "Por Isso A Gente Acabou" trás uma história gostada de ler sobre um relacionamento nos moldes normais que não tem nada para dar certo, mas foi eterno enquanto durou, mesmo que Min, que já sabia que aquele relacionamento não teria futuro e tinha consciência de cada erro que estavam cometendo, tenha ido em frente e saído ferida e enganada de tudo isso.

É uma leitura interessante, leve e divertida. É uma maneira diferente de nos contar uma história que, no fundo, todos nós já passamos, afinal, quem nunca teve um coração partido?



 
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